Leiria

Estado:
Portugal
Região:
Centro
Coordenadas:
39° 45′ N, 8° 48′ W
Altitude:
33 m a.s.l.
Área:
565 km²
População:
128.640 (2021)
Densidade populacional:
228 habitantes/km²


Leiria

Geografia

Jovem, urbana, cultural, moderna, cosmopolita – Leiria combina a qualidade de vida de uma cidade fora dos grandes aglomerados urbanos com a contemporaneidade e a modernidade.

O município de Leiria destaca-se pela sua localização central no país, pois está situado na região centro de Portugal. Cobre uma área de 565,09 quilómetros quadrados e alberga cerca de 128.640 habitantes (resultados preliminares do censo de 2021), sendo cerca de 65 por cento da população em idade activa (2020).

É composto por 18 municípios e está relativamente próximo dos principais centros urbanos de Portugal, Lisboa e Porto, cerca de 1 hora 40 e 2 horas de carro, respectivamente. Cidades como Coimbra, Tomar e Santarém estão a menos de uma hora de distância. Está também perto de dois portos marítimos importantes para o transporte de mercadorias na Figueira da Foz e Aveiro (cerca de 60 km e 120 km, respectivamente).

Quer através da extensa rede de auto-estradas, que proporciona fácil acesso a Espanha e à Europa Central e do Norte, quer através dos aeroportos internacionais de Lisboa e Porto, o acesso internacional de Leiria é também extremamente conveniente.

A localização única de Portugal entre os continentes americano, europeu e africano favorece a entrada na vasta zona de comércio livre da União Europeia e facilita os negócios de todas as regiões. Devido à sua localização central no país e fácil acessibilidade, a região de Leiria beneficia naturalmente destas condições.

História

A cidade de Leiria nasceu e cresceu entre o castelo e o rio Lis, e a história de povoamento humano nesta zona é longa. A sua fundação medieval remonta ao movimento de reconquista cristã contra os muçulmanos, liderado pelo primeiro rei português, D. Afonso Henriques.

O castelo de Leiria continua a ser um símbolo monumental da história da cidade. Dentro dos seus imponentes muros, os restos das diferentes fases de ocupação são preservados: desde a fortaleza militar até ao palácio real.

Foi precisamente na dinâmica das conquistas territoriais para estabelecer o domínio de Portugal que o rei conquistador mandou construir o castelo na primeira metade do século XII.

Este foi definitivamente o ponto de partida para a colonização intensiva da região de Leiria. Após a fundação do castelo, a cidade expandiu-se fora das muralhas à medida que a população crescia, e a elevação à cidade e ao bispado remonta a 1545.

O reinado do Rei D. Dinis (1285-1324) foi famoso por várias obras em Leiria que lhe valeram o apelido de “agricultor” – a sementeira do “Pinhal de Leiria” e a drenagem dos pântanos nas margens da Lis para fins agrícolas, criando o vale muito fértil que se estende desde Leiria até à sua foz.

A região de Leiria está localizada na costa central do país e possui uma série de recursos naturais que consolidam o dinamismo económico que ainda hoje pode ser observado.

Desde o tempo dos descobrimentos portugueses (século XV/16), quando a madeira do pinhal de Leiria era crucial para a construção naval, até à indústria vidreira (século XVIII/20) e à diversidade industrial actual.

Política

O actual conselho municipal emergiu das eleições de 26 de Setembro de 2021 e tem um mandato de quatro anos. A bancada governamental, composta por um total de 11 membros, incluindo o presidente da câmara, inclui 9 representantes do Partido Socialista (PS) e 3 representantes do Partido Social Democrata (PPD/PSD).

O presidente é Goncalo Lopes e a sua adjunta é Anabela Fernandes de la Graca.

Informação detalhada sob a ligação https://www.cm-leiria.pt/municipio/camara-municipal/composicao.

Cultura e turismo

A região à volta de Leiria tem um património cultural e histórico extremamente rico e oferece uma variedade de eventos culturais que se realizam ao longo do ano e apelam a um vasto leque de audiências.

Prova deste dinamismo é, por exemplo, o facto de Leiria ter sido nomeada “Cidade Criativa da Música” pela Unesco em 2019, tornando-a candidata à Capital Europeia da Cultura 2027.

Leiria está localizada no Oceano Atlântico e oferece aos visitantes uma extensa área costeira com belas praias. Apenas a alguns quilómetros de distância estão as montanhas com as suas paisagens e lugares de cortar a respiração, muitos dos quais são facilmente acessíveis através da rede existente de trilhos para caminhadas. Ambos são possíveis durante todo o ano, graças ao clima ameno e às temperaturas geralmente agradáveis na região.

Castelo de Leiria

Ainda hoje, o Castelo de Leiria é um símbolo proeminente da história da cidade.

Conserva dentro das suas imponentes paredes os vestígios das diferentes fases de ocupação, desde a antiga fortaleza militar até ao palácio real.

Desde o início da fixação humana na Península Ibérica, quando as ferramentas mais importantes eram feitas de pedra, o homem ficou encantado com estas paisagens fascinantes entre o mar e as montanhas!

Muitos reis e rainhas ficaram impressionados com o cenário fantástico que se pode observar do topo da colina.

D. Dinis foi provavelmente o monarca que mais vezes ficou em Leiria, juntamente com a sua esposa, a rainha Santa Isabel, a quem é atribuída a lenda do Milagre da Rosa, sendo esta apenas uma das muitas histórias que tiveram origem em Leiria graças a estes reis.

Vários séculos mais tarde, o castelo, tal como a cidade, foi repetidamente devastado pelas ocupações francesas e finalmente quase arrasado.

Graças aos esforços da Associação dos Amigos do Castelo e do famoso arquitecto suíço Ernesto Korrodi, que realizou obras de restauro, foi restabelecida a ligação entre este magnífico edifício e o povo da cidade.

Em 2021, os trabalhos de restauro foram concluídos em grande parte do sítio, não só melhorando ainda mais o seu rico património e aumentando o seu potencial turístico, mas também tornando todo o sítio acessível a todos os cidadãos através da instalação de dois elevadores mecânicos (nos lados norte e sul) que podem ser utilizados gratuitamente.

Aqueles que vêm da cidade entram no Castelo de Leiria através da Porta de Albacara. Dentro do sistema defensivo muito bem preservado, uma multidão de vistas aguarda o visitante: a Igreja de Nossa Senhora da Pena, a antiga residência real, a Torre de Menagem e sem esquecer as magníficas vistas da paisagem rural circundante. As origens medievais da cidade datam de 1135, quando a fortaleza foi conquistada por Afonso Henriques. Nessa altura, o primeiro rei de Portugal mandou construir uma pequena capela em honra de Nossa Senhora da Penha e entregou as fortificações a D. Paio Guterres, o primeiro oficial de justiça de Leiria. Só após a reconquista final pelos cristãos é que as muralhas do castelo foram reforçadas por D. Sancho I no final do século. Em 1324, D. Dinis mandou construir a torre de menagem, como mostra uma inscrição; a construção do palácio real e da igreja remontam também a este rei. No entanto, há também aqueles que afirmam que estes edifícios só foram erguidos no final do século XIV, quando D. João I reinou. O que é certo é que D. Manuel encomendou outros trabalhos no século XVI, nomeadamente a construção de uma sacristia na igreja. No início do século XX, Ernesto Korrodi e a Associação Amigos do Castelo, cujo trabalho teve um impacto decisivo na paisagem da cidade, levaram a cabo extensos trabalhos de remodelação. O castelo recuperou assim a sua importância na história da cidade, embora já não na sua função original de fortificação. Korrodi, um posterior seguidor do Romantismo, esforçou-se por reavivar o carácter medieval e conseguiu restaurar o edifício ao esplendor que tinha irradiado durante séculos antes de ser abandonado à decomposição. Hoje em dia, o local é ideal para passeios de lazer dentro das suas muralhas, e o castelo, empoleirado no alto de uma colina sobre Leiria, tornou-se o marco da cidade.

A Catedral de Leiria

Construída em 1559, a Sé de Leiria é um edifício magnífico e simples ao estilo maneirista e é considerada, juntamente com o Mosteiro de Alcobaça e o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, como um dos mais perfeitos exemplos da arquitectura da igreja paroquial. Um dos aspectos mais interessantes da Catedral de Leiria é a sua representação do papel da mulher nos Evangelhos, como no altar-mor é a Coroação da Virgem Maria. Diz a lenda que havia um campanário na Catedral de Leiria, mas os residentes do outro lado da cidade não conseguiam ouvir os seus sinos a tocar. Assim, em 1770, D. Miguel Bulhões e Sousa mandou construir outra torre sineira na colina do castelo, separada da catedral. Os habitantes locais dizem que “Leiria tem uma torre sem catedral e uma catedral sem torre”. É a única catedral em Portugal sem torre sineira integrada. O terrível terramoto de 1775, que também abalou Lisboa, danificou gravemente a fachada principal da catedral, pelo que a reconstrução começou no ano seguinte. A Catedral de Leiria é um belo exemplo dos valores do humanismo e da influência da Renascença.

Museu de Leiria

O Museu de Leiria é uma janela aberta para a memória de uma área que foi habitada durante muito tempo, com um novo olhar sobre uma realidade complexa no início do século XXI.

A ideia, nascida durante a monarquia liberal, deve a sua concretização aos esforços persistentes de Tito Larcher (1865-1932), que tomou forma com a criação do Museu Regional de Obras de Arte, Arqueologia e Numismática de Leiria em 1917.

Em 2006, começaram os trabalhos para trazer de volta o Mosteiro de Santo Agostinho, um monumento que data de 1577 (igreja) e 1579 (complexo monástico), que alberga agora o novo Museu de Leiria, à paisagem da cidade.

A propriedade do museu inclui as colecções de arte municipais e a área arqueológica, que está dividida em dois espaços.

Em termos de uma visão holística da história do país, as exposições de longo prazo oferecem um caminho através de uma floresta rica e densa de objectos, eventos e mitos que definem uma identidade central do país.

Na segunda sala há exposições temporárias que permitem uma exploração mais aprofundada de temas e colecções específicas.

Desde a sua reabertura ao público, o Museu de Leiria ganhou reconhecimento tanto a nível nacional como internacional e recebeu vários prémios.

Para experimentar tudo o que o município de Leiria tem para oferecer, visite https://www.visiteleiria.pt/.

Economia e infra-estruturas

A actividade económica da região de Leiria tem aspectos que a distinguem de outras áreas nacionais e que reforçam a sua vantagem como local de investimento.

O município de Leiria é responsável por cerca de 50% das empresas da região, sendo a indústria transformadora líder em termos do número de pessoas empregadas (2019).

É um sector que contribui fortemente para o PIB regional, com cerca de 43% da actividade económica destas empresas localizadas nas 34 actuais zonas industriais do concelho de Leiria. A vantagem competitiva reside na forte cultura empreendedora da região, que combina inovação com tradição industrial, disponibilidade de mão-de-obra qualificada e boa conectividade com os mercados externos.

O salário médio mensal dos trabalhadores do sector industrial no município de Leiria é de 1.159,28 euros (2018), seguido pelo sector dos serviços com 1.053,74 euros (2018).

No comércio internacional, cerca de 80% das exportações do país provêm do comércio dentro da UE e os restantes 20% do comércio fora da UE.

Neste sentido, o município está empenhado em acompanhar e promover o desenvolvimento do sector industrial, incluindo as TIC, oferecendo espaços estruturalmente flexíveis e tecnologicamente equipados para fomentar a inovação no ecossistema industrial da região.

O Estádio Dr. Magalhães Pessoa é um estádio do clube de futebol de primeira divisão União Leiria. Acolheu dois jogos da fase de grupos no Campeonato Europeu de Futebol de 2004. O estádio tem capacidade para 30.000 espectadores e foi oficialmente inaugurado a 19 de Novembro de 2003 pelo jogo Portugal vs Kuwait (8-0). Construído pelo arquitecto Tomás Taveira, o estádio é propriedade da Câmara Municipal de Leiria. Expandido de 11.000 para 30.000 lugares, o estádio faz parte do centro desportivo municipal.